Quando recebi meu mandado de soltura na semana passada a primeira coisa que pedi a Mário foi que me levasse para comer num lugar bem legal. Estava cheia de ficar em casa, comer em casa, não via a hora de me arrumar para sair à noite. E além de comemorar que estava tudo bem com meu filhinho, queria aproveitar que os enjoôs haviam finalmente largado esse corpo que não lhes pertencia mais!
Fomos ao Kinoshita, japonês que tirou o posto de number 1 do Jun Sakamoto no Prêmio Melhores de 2010 da Veja São Paulo. Desejando rrepetir a experiência bem sucedida que tivemos no Jun, optamos pelo menu degustação Kappo, que inclui uma seqüência de 9 pratos e 2 sobremesas.
Não dá para decorar de cabeça tudo que foi servido, mas tentei me lembrar de algumas coisas de que mais gostei.
Um dos primeiros pratos foi a buffalina servida com gengibre ralado, limão e shoyu kinoshita. É uma mussarela de búfala bem saborosa e com aquele temperinho especial. O shoyu deles é totalmente natural, produzido artesanalmente no próprio restaurante e com baixos teores de sódio. Muito melhor que o shoyu comum. Depois experimentamos o tomate motomaro confitado, servido com katsuobushi (é tipo um crocantinho bem fino de peixe, difícil de descrever tanto em aspecto como em sabor, mas que faz a diferença nos pratos) e kaiware (um brotinho delicioso que eu não sei a tradução para o português). O prato que mais amei foi servido numa taça, nem sei categorizar a iguaria. Era feita com quiabo e cogumelinhos minúsculos, num molho incrível e meio apimentado mas com todo aroma oriental que eu desconfio até agora que tem um quê de afrodisíaco. Você come fechando os olhos e fazendo aquele "Hummmm..." que vem lá da alma. Delícia, delícia! Ainda lembro de termos comido o atum selado, servido com molho de missô apimentado, bacalhau cozido em baixa temperatura com cogumelos, tempura de camarão, alguns outros peixes e uma seqüência de sushi e sashimi. Por incrível que pareça, o sushi foi o menos surpreendente. Muito bom, mas nada que a gente não encontre em outros restaurantes menos estrelados.
Katsuobushi
Kaiware
O momento cômico da noite veio com o grand finale. Kobe beef. A famosa carne das vaquinhas asiáticas que ouvem música clássica, recebem massagens diárias e desconhecem a liberdade do campo, coitadas. Mário Henrique já sinalizou de todas as formas que não é chegado em carne vermelha e o pai dele sabe muito bem disso. Não suporto o cheiro, o sabor, e acho que esse abuso chegou para ficar. Mas Mário insistiu que era um absurdo eu nem tocar na carne. Pra quê? Eu quase cuspia o danado do bifinho no prato. Asco, ojeriza, terror! Cheguei à conclusão de que nunca mais curtirei um churrasquinho na vida. Os segundos em que degluti aquele pedaço de vaca foram os mais longos da minha vida. Horrível. E saber que eu nunca tive frescura com comida é o que mais me dói, viu.
Kobe beef
Ainda bem que esse não foi o último gosto que ficou na minha boca. A sobremesa veio para me salvar. O omatsuri (soft de chocolate Valrhona Tainori e castanha do Pará servido com pudim de Machá e lichia recheada com ganache de Valrhona Ivore) veio adoçar meu fim de noite. Não curti o pudim (Machá = chá verde) nem a lichia recheada, mas comi o bolinho de chocolate com gosto. Por fim, o Chocomoti Coffee Ice (Moti recheado com ganache de chocolate Valrhona Jivara e sorvete de café branco) estava uma delícia. O sorvetinho de café estava tudo de bom.
Fim das contas, tivemos uma noite prazerosa e feliz. Cheia de descobertas gastronômicas satisfatórias. Até a chegada da conta, é claro. Mas esse ponto indigesto eu engoli até mais fácil que o kobe beef. Hehehe.



Dey, que deli e$$e banquete!
ResponderExcluirBeijos, feliz Páscoa, Gabi
Amiga, foi tudo de bom me$$$$$$mo! Hahahaha
ResponderExcluirHummmm deu agua na boca!!!! Fora o sushi, não conhecia nada disso aí com nome difícil! kkkk Beijo Dey! Rê
ResponderExcluir