

Essa semana fui na Livraria da Vila em busca de novos ares literários para fugir um pouco da minha paixão por Moacyr Scliar e da minha fase George Orwell. Diferente de atendentes de locadora de vídeo, que nunca recomendam nada que preste pra gente, os vendedores de livrarias são jovens super intelectualizados e fiéis à qualidade - são incapazes de indicar uma auto-ajuda se não acreditam realmente nela. E confiando no olhar crítico de um gordinho muito simpático que me atendeu na livraria, resolvi ler Jonathan Safran Foer, o jovem talento que promete marcar nossos tempos. Levei comigo o livro Extremamente alto & Incrivelmente perto, que na voz de um menino que perdeu o pai no 11 de setembro, faz um relato emocionante das vivencias de uma criança atípica (mas não incomum) da nossa época. Comecei a leitura na terça, em pleno plantão, e ontem, quinta-feira, 36h (de plantão ininterrupto) após, eu tinha acabado o livro de 350 páginas. Resumindo, devorei o livro feito uma louca! Sabe aquelas histórias que prendem, apaixonam, que a gente não queria que tivesse fim? Pois é. Agora estou aqui me agüentando enquanto chega amanhã para ir com Mário na livraria e comprar o primeiro livro do cara que foi sucesso em vendas nos EUA, Tudo se Ilumina. Perigo é chegar o domingo e eu não ter mais o que ler.
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