Depois que publiquei o post Fazendo o Enxoval do Bebê em Miami e Orlando recebi alguns comentários e vários emails com dúvidas sobre a viagem para os EUA com essa finalidade. Resolvi fazer um apanhado das dúvidas mais freqüentes e responder aqui. Assim, espero ajudar um pouco mais as mamães leitoras que estão pretendendo encarar a mesma empreitada que eu em prol dos seus filhotes. Precisei separar em mais de um post porque as respostas terminaram ficando longas (para algumas pessoas, talvez haja detalhes em excesso, mas para outras uma informação boba pode ser útil). Mas acho que todo o trabalho valeu à pena. Queria agradecer especialmente ao meu marido, que teve a paciência de me ajudar a escrever tudo isso. E agora chega de conversa fiada e vamos lá!
1) Qual a melhor época para a mulher grávida viajar de avião?
O período ideal para a grávida viajar de avião é o segundo trimestre de gestação. No primeiro trimestre, além de poder sentir-se desconfortável com enjôos, sonolência e outros sintomas do tipo, a grávida fica mais vulnerável a sangramentos e ao temido descolamento da placenta, que pode acontecer em casos de despressurização da aeronave ou forte turbulência. Melhor não arriscar, né? Já no terceiro trimestre, a viagem de avião passa a ser incômoda devido à difícil acomodação, ao desconforto com o peso da barriga (a mulher passa a urinar bem mais, imagine isso num vôo longo e num banheiro pequeno de avião como pode virar um transtorno), à dificuldade de circulação sangüínea (risco de trombose) e ao risco de trabalho de parto prematuro. Algumas companhias não aceitam que a mulher viaje após o sétimo mês (exceção feita quando a mesma está acompanhada pelo médico), outras exigem laudo médico que afaste qualquer possibilidade de complicação durante o vôo. O segundo trimestre é realmente a lua-de-mel da gravidez. As mudanças hormonais já não repercutem em tantos sintomas como náuseas, vômitos, fadiga, etc (comuns ao primeiro trimestre), o bebê já está bem alocado no útero (não corre o risco de um descolamento de placenta ou sangramento secundário a uma turbulência ou pouso mais difícil) e a barriga ainda é pequena, não incomodando tanto quanto o faria no terceiro trimestre. Além do mais, pensando não só na viagem aérea, mas também na programação em terra, o segundo trimestre continua sendo o ideal. Fazer o enxoval requer disposição para andar bastante, levantar e abaixar nas lojas procurando os itens que você deseja, ter fôlego para organizar bagagem e encarar o aeroporto, enfim, é uma coisa bastante cansativa. Quanto mais a barriga cresce (e depois de 6 meses ela cresce num ritmo muito mais intenso), mais difícil essa correria se torna. O xixi passa a ser mais freqüente, o peso passa a incomodar para caminhadas mais longas, e o que era para ser uma viagem prazerosa, passa a ser um stress, tudo que você menos precisa no final de uma gravidez. Mas não esqueça, antes de comprar sua passagem, você deve consultar o seu médico, pois cada gestação tem suas peculiaridades e não é só porque você está no segundo trimestre que está automaticamente “liberada” para viajar de avião.
2) Existe algum cuidado que a grávida deve tomar para viajar de avião?
Antes de mais nada, a mulher deve consultar o seu médico para saber se não está correndo nenhum risco por algum motivo específico da sua gravidez. De modo geral, o médico recomendará o uso de meias elásticas de média compressão, que devem ser colocadas, de preferência, 3 a 6 horas antes do embarque. Elas ajudarão na circulação dos membros inferiores, prevenindo a formação de edema (inchaço), o surgimento de dores, e diminuindo o risco de formação de trombos (os trombos são como coágulos que se formam quando o sangue tem dificuldade de fluir pelas veias, uma vez deslocando-se para vasos menores do corpo, como no pulmão ou no cérebro, podem gerar danos gravíssimos) É recomendável que a mulher levante e caminhe no avião a cada 1 hora, também para garantir uma boa circulação. O ideal seria sentar na primeira fileira ou viajar na classe executiva, onde há mais espaço para “esticar” as pernas. Mas a gente sabe que nem todo mundo tem a sorte de conseguir os melhores assentos e nem todo mundo tem dinheiro para viajar de executiva, né? Se for viajar com algum familiar, tente ficar ao lado dessa pessoa no vôo, pelo menos haverá a chance de pôr as pernas sobre as dela e conseguir ficar numa posição mais confortável. Lembre de não escolher assentos na altura da Saída de Emergência. Uma vez identificado que você está grávida, a equipe terá que trocar você de lugar e esse será mais um transtorno para você. Leve na mala de mão remédios que possam ser necessários (se você tem dores de cabeça freqüentes, por exemplo, esteja com o seu analgésico por perto). Ah, já ia esquecendo! Algumas companhias aéreas cobram um laudo de autorização médica independente da fase da gravidez que você se encontre, portanto, não esqueça de pedir essa cartinha ao seu médico e deixe junto com os seus documentos para uma eventual necessidade.
3) O que devo levar na minha bagagem?
Essa pergunta é muito pessoal. Claro que não dá para esquecer de levar suas vitaminas e remédios (mesmo aqueles que você não faz uso diário, como um anti-alérgico, por exemplo, pois você pode vir a precisar), o telefone do seu médico (anote o número já com o prefixo para discagem internacional) e seu passaporte, né. Mas quanto a roupas, sapatos, não dá para recomendar uma lista específica, pois o que pode ser confortável para mim pode não ser para você. No meu caso, que viajei para fazer o enxoval na Flórida e no verão, levei roupas bem leves, a maioria vestidos (facilitaram nas idas ao banheiro) e em pouca quantidade (repeti uma mesma roupa 2 vezes, como foram 8 dias de viagem, tudo que levei coube numa mala de mão). Para caminhar, levei uma sapatilha que combinava com tudo e foi basicamente um só calçado que usei na viagem inteira (no final comprei uma crocs que usei por 2 dias porque minha sapatilha ficou ensopada com uma chuva que levei em Orlando). Quanto menos coisas você levar daqui, menos dor de cabeça você terá para organizar a bagagem na volta. Eu fui tão paranóica com isso que montei uma necessaire única para mim + marido + mãe (uma pasta de dentes só, shampoo e condicionador em frascos menores e na conta para nós 3, uma escova de cabelo só para os 3 dividirem e por aí vai). E como de grão em grão a galinha enche o papo, posso dizer que fiz a coisa certa, pois no final toda essa economia de espaço permitiu que trouxéssemos absolutamente tudo que a gente precisava para o bebê.
4) Como faço para tirar o Passaporte e o Visto Americano?
Antes do Visto, é necessário tirar o Passaporte, caso a pessoa não tenha (vai precisar de número do passaporte para dar entrada no processo do Visto). Para tirar o Passaporte você deve entrar no site da Polícia Federal (http://www.dpf.gov.br/servicos/passaporte/requerer-passaporte). Lá terá um passo a passo de como proceder para tirar o documento. Dica: programe-se o quanto antes para iniciar o processo de tirar o Passaporte e o Visto, pois, dependendo da cidade, o trâmite todo pode demorar alguns meses. Se você não tinha passaporte ou visto antes de engravidar, trate de providenciar assim que pegar o beta positivo! Rs. Com o Passaporte em mãos, você já pode dar início ao processo para tirar o Visto Americano. Como no caso do Passaporte, o processo do Visto inicia-se online (http://www.visto-eua.com.br/). Você deverá fazer o agendamento da sua entrevista num dos Consulados Americanos no Brasil, que ficam em quatro cidades: Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. O site é meio confuso, mas com um pouco de paciência dá para fazer todo o processo numa boa. Eu estava com o Passaporte vencido e conseguir renová-lo em 20 dias aqui em São Paulo, sem necessidade de despachante. No caso do meu marido, o Visto é que estava vencido. Ele também fez tudo sozinho e conseguiu tirar o Visto aqui em São Paulo em um mês. Agora, com a queda do dólar, o prazo para agendamento do Visto informado no site do Consulado Americano, para São Paulo, tem sido de 100 a 130 dias. No caso do meu Visto, eu já o tinha renovado há 2 anos em Recife e estava em dia, ufa. Viajei com os 2 passaportes, o novo e o antigo, que como passaporte não serviria, mas é nele que estava meu Visto Americano. Uma dúvida que tive e que pode ser comum para algumas de vocês é se há necessidade, caso você tenha mudado de nome após o casamento, de emitir novo Passaporte e Visto mesmo que os seus ainda estejam válidos. Não, não é. No meu caso, o Visto Americano foi dado com nome de solteira. O que eles orientam é levar na viagem a cópia autenticada ou documento original da Certidão de Casamento.
5) O que devo comprar na viagem?
É mais fácil falar sobre o que não comprar, já que nos EUA quase TUDO é mais barato que aqui. Se você for uma mãe de primeira viagem, as listas que postei no blog podem te ajudar a montar a sua própria lista. Como já falei antes, há coisas que são necessárias para um determinado tipo de mãe e que não vão ajudar um outro tipo. Por exemplo, eu sou uma pessoa que anda muito pouco a pé nas redondezas de casa. Então dispensei comprar um sling, já que eu não ía fazer uso dele quase nunca. Tem itens que você também pode preferir pedir emprestado ao invés de comprar ou até mesmo alugar (como uma bomba de tirar leite, por exemplo). E ainda há aqueles que mesmo pagando mais caro, há quem prefira comprar no Brasil para poder experimentar melhor (em São Paulo, há lojas que permitem que, deixando um cheque caução, você leve para casa vários modelos de babá eletrônica, teste, e só depois pague por aquela que você escolher). Minha lista pode não ser a lista ideal para você, mas aqui vai o link da lista completa do blog e outras planilhas úteis:
6) O que não vale à pena comprar nos EUA?
Algumas coisas têm o mesmo preço no Brasil e nos EUA. Fraldas descartáveis, por exemplo. Ninguém está louca de trazer até as fraldas de lá, né? Outra coisa que encontrei preço semelhante e optei por comprar aqui foi a banheira do bebê. Seria mais um trambolho pesado. Acabei comprando aqui por um preço bom. O ideal é que, no caso de itens muito baratos da sua lista, você faça uma pesquisa e compare os preços lá e aqui, pois há algumas coisas que só vão pesar na mala e que na verdade você não precisava comprar por lá.
7) O que posso não encontrar nos EUA?
Toda essa parte de fralda de ombro e boca, bodies com golinha bordada e outros itens em tecido trabalhados à mão você não vai encontrar lá. Envelope para a roupinha da maternidade, saquinho para brinquedo, saquinho para roupa suja, cabide com acabamento em tecido, protetor de carrinho, pode ir esquecendo que lá ninguém usa. O travesseiro anti-sufocante e as fronhas para travesseirinhos são itens que procurei bastante e não encontrei. Conversando com uma vendedora brasileira por lá, ela falou que as crianças lá só começam a usar travesseiro depois de 2 anos de idade. Outra coisa impossível de encontrar são as roupinhas e mantas em tricot de lã ou linha. Se você é dessas (como eu) que não dispensa um macacãozinho tradicional para a maternidade, nem perca tempo procurando por lá, pois esse tipo de roupinha não existe pras bandas de cima. Também não encontrei o famoso kit higiene por lá. É uma coisa que você não vê nos quartos de bebê americanos.
8) Quais as melhores cidades americanas para fazer compras para o bebê?
Quando a gente começa a pesquisar sobre compras de bebê nos EUA as 3 cidades que mais ouvimos falar são Miami, Orlando e Nova York. Mas por uma questão lógica, sabemos que os preços lá são ótimos em todos os lugares e que Outlets e lojas de departamento a gente vai encontrar em qualquer cidade grande americana. Portanto, se você tem um parente que mora na costa Oeste, se o seu marido está indo a trabalho para Boston, se a família resolveu passar as férias em Vegas, você não precisa mudar o seu roteiro para incluir Miami, Orlando ou NY para fazer essas compras. Elas são as cidades mais citadas porque invariavelmente são as preferidas dos brasileiros, “grávidos” ou não. Além do mais, as passagens são sempre mais baratas para esses 3 destinos. Seja lá para onde você for, o negócio é procurar as grandes lojas de departamento, como Walmart e Target, os Outlets e as lojas de bebê como a BabiesRus. Elas estão espallhadas em todo território americano.
9) Quais os lugares que você recomenda para compras do bebê em Miami e Orlando?
Fui em quase uma dezena de shoppings e algumas lojas de rua. Fiz muitas compras pela Amazon, sobre as quais falarei mais adiante. As lojas tipo BabiesRus (tudo para o bebê, à exceção das roupinhas) praticam os mesmos preços nas duas cidades. Em Miami fiz muitas compras no Super Target, que eu não fui em Orlando, mas sei que lá tem também. Quando se trata de roupinhas, o que posso dizer é que todas as lojas que a gente encontra em shoppings (Carter, Osh Kosh B Gosh, Gymboree, Janie and Jack), a gente encontra também nos Outlets (seja no Sawgrass em Miami, seja nos Premium Outlets em Orlando), geralmente com melhores preços e descontos nestes últimos.
10) Não sei falar inglês, dá pra me virar mesmo assim?
Essa pergunta é recorrente nos comments e nos emails que recebo. Não posso garantir a ninguém que é tranqüilo ir para os EUA sozinho e sem noção de inglês, né. Já conheci muita gente desenrolada que vai sem saber nem pedir um copo d’água e se vira muito bem (leva consigo vários mapas, guias e anotações em português que ajudam, claro). Conheço outras pessoas (meu pai, por exemplo) que não falam nada, não entendem nada (nem mímica!) e não se sentem seguras de viajar sozinhas. O que posso dizer é que não precisa ter fluência para se virar na viagem, o importante é ter as informações certas para não se perder por lá (um GPS no carro já ajuda muito!) e para não precisar pedir ajuda a toda hora na rua. Nas cidades da Flórida tem a vantagem de estar cheio de latinos e brasileiros, dificilmente você vai estar sozinho numa hora que precisar. Rs.










Ola deyyy! estou em miami e nao acho aquelas sacolas grandonas de 25 dolares ... onde vc comprou: perto do que : bjoss, obrigada
ResponderExcluirJosie
Josie, não lembro o nome da loja, mas a que comprei fica na Washington Avenue entre a Lincoln Road e a 16th Street, do lado esquerdo no sentido 16th Street --> Lincoln Road. Na Ross tb acho q vc pode encontrar. Em qualquer loja de malas tem, vi em várias outras.
ResponderExcluirEspero ter te respondido a tempo!
Beijos,
Dey.
Olá Tudo bem Dey!
ResponderExcluirEstou com 13 semana e programando minha viagem pra dezembro. Já li praticamente seu blog todo e posso dizer que tem sido sensacional pode tirar tantas dúvidas por aqui...
Gostaria de uma opinião sua. Vi que você comprou praticamente tudo em Miami e depois foi pra Orlando mais a passeio. Porém, algumas pessoas me dizem que talvez seja melhor comprar em Orlando, pela variedade e preço mais em conta. Pelo que você viu acha que valeria mais a pena Miami ou Orlando? Também vou para as duas cidades, mas estou em dúvida onde comprar mais...
Muito obrigada!
Cris
Ah! Suas fotos no novo post estão maravilhosas!!!
Cris,
ResponderExcluirAcho que ambas as cidades vão ter preços parecidos na soma total. Vc pode encontrar algumas coisas mais baratas em Orlando, outras em Miami. Acho que o critério para decidir onde comprar é a forma como vc organizou a sua viagem. Aconselho a começar com as compras e deixar os passeios para o final. No meu caso, como achei tudo que queria em Miami, mesmo com tempo para compras em Orlando, comprei menos por lá por já ter conseguido comprar tudo que queria. É difícil dar uma opinião totalmente neutra quando a gente já fez a viagem e deu certo da nossa maneira, né? Bom, espero não ter te deixado mais confusa. Rs.
Beijos e boa sorte com tudo!
Dey.
Ola Dey, queria tirar umas duvidas como vc. Queria saber se vc pode me passar aproximadamente qual é o tamanho da mala que vc comprou, essa tipo sacola. ela passa normalmente no tamanho que o avião permite? vou de Copa air.
ResponderExcluirQueria trazer so um carrinho pliko switch posso despachar como carrinho de bebe mesmo? li na regra que posso, verdade?
Bjkss Carol
ResponderExcluirCarol, esse sacolão q tenho é bem grande, acho q tem no minimo 1,60 de comprimento. Fui de Copa e nao houve stress quanto às dimensões das malas. Essa regra de despachar o carrinho como extra vale quando viajamos com o bebê, mas não para trazer sem ter bebê usando, entendeu? Vc terá q despachar com suas malas. Mas usando o sacolão, tirando da caixa, é tranquilo. Beijo!
ResponderExcluircabe o carrinho pliko inteiro dentro da sacola? pq eu não vou trazer o bebe conforto, pois ja tenho. ah esqueci de perguntar sobre a baba eletronica, a que vc trouxe não deu nenhuma interferencia mesmo? queria combrar a da avent, vc saber dizer se a camera da avent mexe de um lado para o outro? bjkss obrigada por tudo. Carol
ExcluirO carrinho cabe sim na sacola. A minha babá eletronica é da Summer, não conheço a da Avent, não sei te responder se a camera mexe. Bjo!
ExcluirOlá Dey, tudo bem? Me chamo Fernanda e estou grávida de 25 semanas. Meu marido esta indo em setembro para Miami fazer nosso enxoval e não poderei ir. Lá contratamos um serviço de Personal Shopper, uma brasileira que nos ajudará com tudo. Minha duvida é, como ele vai sozinho terá direito as 2 malas de 32 quilos cada, mais a de mão com 10kg, e ainda vai usar uma mochila que no caso é considerado a bolsa de obro. Gostaria de saber de vc, o que compensa mais, duas malas de viagem modelo convencional da grande ou essa sacola que vc comprou que mede + ou - 1,60m que li em um post seu. No embarque vamos pagar excesso de peso de qualquer jeito, já que ele esta sozinho, mas preciso saber que mala é melhor, a nossa ou esse saco!!! Estou amando o seu blog, as dicas estão de mais!!
ResponderExcluirBeijos
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