
Estou devendo esse post há um século, demorei para escrever, mas aqui vai minha resenha sobre o o Rio de Janeiro.
Num desses últimos fins de semana prolongados fomos para lá para que eu finalmente conhecesse a Cidade Maravilhosa. Eu estava ultra entusiasmada, já que, absurdamente, ainda não conhecia o Rio no auge dos meus 28 anos de idade.
A expectativa era de encontrar muito luxo e glamour numa cidade de natureza incrível e gente linda. Uma mistura do que mostram as novelas de Manoel Carlos e do que cantam as músicas de Tom Jobim.
Saí da cinzenta e chuvosa São Paulo por Congonhas, e aterrissei no Santos Dumont no final da tarde. O visual lá de cima é realmente de tirar o fôlego! A cidade é incrivelmente linda com seus morros, suas baías e seus encantos naturais. E que pouso é aquele quase sobre a água? Emocionante! Bom, essa experiência aérea foi maravilhosa, mas.... Foi a melhor que tive no Rio de Janeiro.
Desembarquei, encontrei umas celebridadezinhas no Aeroporto logo de cara. Grazi, da espessura do meu mindinho, mais sem sal que dieta de hipertenso, e Fernanda Lima, tão magra quanto, mas mais linda de rosto do que a TV mostra.
Pegamos um táxi em direção ao Hotel Marina, no Leblon, onde ficamos hospedados. No caminho, fomos conhecendo a orla tão famosa, passando por Copacabana e Ipanema até chegar no Leblon. Começam minhas primeiras impressões a se delinearem. Pra começar, vou falar dos táxis, que renderam até matéria no Fantástico dia desses. Pontos desorganizados, carros velhos e taxistas malandros deixam o turista, de cara, com o pé atrás. Depois as ruas, imundas, com aspecto de coisa velha mal cuidada. Me perdoem os recifenses, mas lembrei na hora da Conde da Boa Vista. Finalmente a beira mar, cheia de ambulantes, barracas de cervejas e de comida que me deixaram angustiada com tanta poluição visual. E isso bem de frente ao icônico Copacabana Palace.
Para não continuar falando mal do Rio, vou ficar por aqui com os comentários depreciativos. Mas foi inevitável comparar com São Paulo, que desprovida de qualquer beleza natural, soube se reinventar como cidade e conquistar as pessoas por outros aspectos. E o contraponto a toda essa dádiva geográfica recebida pelo Rio é ser o oposto de São Paulo em se tratando de profissionalismo na prestação de serviços, limpeza urbana, segurança pública, educação do povo e tantos outros aspectos. Andei insegura nas ruas cariocas, fiquei chocada com o estado das calçadas em pleno Leblon, me revoltei com o atendimento em restaurantes tops da cidade, enfim, me decepcionei com tudo que se vê de perto e não corresponde à paisagem natural exuberante contemplada do alto do Cristo.
Mas... Vamos aos programas!
Na primeira noite jantamos no Cipriani, no Copacabana Palace. Cardápio sem sofisticação, ambiente chique com aquela cara bem tradicional. Preço para gringo nenhum botar defeito. CARÍSSIMO. Especialmente por não oferecer nada além da visão do hotel bem ao lado. Fomos ainda ao Bar do Copa, que tem uma decoração bem linda mesmo, mas que nesse dia estava VAZIO.
Restaurante Cipriani, no Copacabana Palace
Dia seguinte, antes de subir até o Cristo Redentor, tomamos café no Bibi Sucos, grata surpresa no meio do Leblon. O suco de morango estava ímpar, nunca tomei tão doce e tão "da fruta" como esse na vida. Depois vi que foi eleito o melhor suco do Rio pela Vejinha de lá.
Subimos o Corcovado de táxi, até um ponto onde somos obrigados a pegar uma van até o Cristo. No meio desse caminho, um casarão antigo com uma vista linda me deixaram embasbacada.
Nuvens atrapalharam um pouco, mas mais uma vez a natureza fez jus à fama e me deixou perplexa. Quanto privilégio o carioca tem em morar diante de tamanha beleza! É comparável ao que se sente chegando em Fernando de Noronha. Você passa a ter certeza que Deus fez tudo aquilo de propósito, porque é impossível não ter o dedo dele diante de tantas coisas lindas juntas.
Desistimos de andar de bondinho com o clima desfavorável. Resolvemos almoçar no Fasano al Mare e depois caminhar pelas ruas de Ipanema. O menu executivo do Fasano al Mare, disponível apenas no almoço de segunda a sexta, inclui entrada + prato principal + sobremesa, permite uma degustação com assinatura Fasano a um preço mais acessível, já que cobra por esse combo o valor de um prato individual do menu tradicional. A comida estava digna, não dava para reclamar de nada, mas... Não houve nada que surpreendesse ou rendesse grandes elogios. Para ser uma casa Fasano, especializada em frutos do mar, esperava bem mais. O que ficou para mim de melhor lembrança de lá foi o design do banheiro que era uma verdadeira obra de arte. Hehehe.
Entrada ok...
Prato principal...Hum...Bom...
Sobremesa... Humm... Legal!
Banheiro: LINDO, BELÍSSIMO, ENCANTADOR, MARAVILHOSO! Hehehe
Saímos a pé depois do almoço caminhando pela orla de Ipanema. Exploramos as famosas ruas Garcia D’Ávila e Aníbal de Mendonça, comparadas à Oscar Freire em São Paulo. Mais uma vez, ok, dá pra comparar por encontrar umas 3 lojas tops no caminho, mas as calçadas, o povo e a bagunça das ruas não consegue deixar nem o bairro mais hype do Rio com cara de Jardins, vão me desculpando aí. Em compensação, a visão do Morro do Vidigal ao fundo, enquanto o sol se põe, foi show.
Antes de voltamos para o hotel, passeamos ainda nos arredores da Lagoa Rodrigo de Freitas.
À noite, jantamos no Sushi Leblon. Pensei que comer no mesmo sushi onde Tom Cruise e Katie Holmes estiveram, onde Jesus Luz levou Madonna, só poderia ser uma experiência de outro mundo, né. Ainda mais dando de cara com Arnaldo Jabor e Renata Sorrah lá dentro, hehehe. Mas olha... Tava fácil pra mim nesse fim de semana não. Fico com o Irori, que entrega a domicílio aqui junto de casa, e tem uns peixes mais frescos e saborosos que o Sushi Leblon.
Sábado caiu uma chuva irritante que limitou nossa saída do hotel a conhecer o Fashion Mall em São Conrado. Comemos na CT Brasserie, do Claude Troisgros. De entrada um ceviche saboroso, prato principal bem digno e sobremesa de maracujá delícia. Boa surpresa. Arrematei o passeio com umas comprinhas na Farm, que no Rio já é 20% mais barata e ainda estava com desconto em algumas peças da coleção de verão recém chegada.
CT Brasserie
À noite, reservamos uma degustação no restaurante da Roberta Sudbrack, ex-chef do Palácio do Planalto nos tempos de FHC, twitteira de carteirinha e ousada exploradora de elementos brasileiros na cozinha francesa. A experiência foi realmente ímpar. Fez jus a toda fama que tem no momento em que dei minha primeira garfada na espuma de ovo com foie gras e no cural com caviar.
Último dia no Rio, a vontade foi só de chegar logo em São Paulo. Mas ainda desci no calçadão e me dei o trabalho de experimentar o biscoito Globo de que tanto falam para tentar entender o porquê da fama. E como tudo no Rio, vi que a fama é um mistério. Que coisa mais sem graça!
É complicado falar do Rio quando eu não conheci seu Carnaval, seus dias de sol, sua praia lotada, sua gente bonita. Nem sequer o seu baile funk! Hehehe. Acho que por ter chovido no fim de semana inteiro, eu já morguei automaticamente. Afinal, para ir a shopping e conhecer restaurantes bacanas, eu não precisarei nunca sair de São Paulo né. Espero ter uma segunda oportunidade para melhorar meu conceito em relação ao Rio. Tudo bem que depois de ver Tropa de Elite 2 eu pensarei duas vezes antes de ir pra lá de novo, hehehe.
















Dey, liga não, o Rio é assim mesmo, tem que fazer propaganda, se não vão todos para São Paulo. Bjs, seu sogro.
ResponderExcluirDey, depois deste post tive certeza que você não volta para Pernambuco! Hehehhehe
ResponderExcluirE também não gosto muito do Rio, sem contar o medo que tenho de andar lá. Beijão
Tio, vou ficar de bico fechado, acho q to fazendo muita propaganda de SP mesmo!
ResponderExcluirDay, realmente não penso em voltar no momento... SP tem ficado cada dia mais minha cara.
Estou agora vendo o JN com a cobertura da guerra contra o tráfico no Rio, muito triste ver uma cidade que é referencia no Brasil totalmente entregue aos bandidos, do traficante ao político filho da mãe. Pena da vergonha que o Brasil vai ter com essa Copa e Olimpíadas.